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O empresário Eike Batista prestou depoimento, nesta terça-feira (31), na Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Ele é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O Jornal Nacional obteve imagens exclusivas da cela onde ele está preso — em Bangu 9.

Na cama de Eike Batista em Bangu 9, sobre o colchão de espuma, estão o travesseiro, uma bíblia, roupas, sacos plásticos e uma garrafa d’água.

O empresário dormiu na parte de cima do beliche. Numa outra foto, aparecem as camas dos outros dois presos que dividem cela com ele.

Álvaro José Galliez Novis, considerado peça-chave no esquema de lavagem de dinheiro da quadrilha que, segundo os investigadores, era liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral; e Wagner Jordão Garcia, acusado de ser um dos operadores financeiros da quadrilha.

Os dois também foram presos na mesma Operação da Lava Jato.

A foto mostra ainda o banheiro que fica na cela, embaixo, à esquerda, está o ventilador. Na parede, dá para ver a televisão.

O presídio tem 541 vagas e 424 detentos. O almoço servido nesta terça (31) para eles foi arroz, feijão, salsicha e farofa.

Depois do almoço, por volta de 13h30, o empresário foi levado para prestar depoimento na sede da Polícia Federal.

Eike Batista apareceu de cabeça raspada, calca jeans, camiseta branca e chinelo. Ele caminhou ao lado dos policiais federais. Foi o primeiro depoimento do empresário aos procuradores e delegados da força-tarefa da Lava Jato no Rio, depois de ser preso na segunda-feira (30).

Eike Batista é acusado de pagar propina no valor de R$ 52 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral em 2010. Para os investigadores, em troca, o empresário poderia contar com a boa vontade do ex-governador nos negócios do grupo X, que pertence ao empresário.

Ele deixou a Polícia Federal no início da noite e voltou para o presídio.

Eike Batista ficou quatro horas na Polícia Federal, mas o teor do depoimento dele não foi divulgado. A expectativa era que o empresário desse mais detalhes sobre o esquema de pagamento de propina na gestão de Sérgio Cabral ou que negociasse um acordo de delação premiada.

Mas o advogado dele, por enquanto, descarta a delação.

“A princípio não há possibilidade de delação”, disse Fernando Martins.

No embarque em Nova Iorque, Eike Batista deu a entender, na entrevista aos repórteres Felipe Santana e Sherman Costa, que tinha intenção de contar o que sabe.

“Tô voltando porque, sinceramente, vou mostrar como é que são as coisas. Simples assim.”

Tá tranquilo? Qual é seu sentimento agora?

“Não. O sentimento é que tem que se mostrar o que é, né? Tá na hora de eu mostrar. Ajudar a passar as coisas a limpo. “

A defesa de Eike Batista aguarda a decisão da Justiça sobre um pedido de habeas corpus feito nesta segunda-feira (30).

Fonte Globo

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